Take the Moon Novels

Exclusivo para a publicação de novels originais da autora Take_the_Moon em português e em inglês. [Exclusive for the publication of original novels by the author Take_the_Moon in Portuguese and English.]


CAPÍTULO 1 – A LUA E O OCEANO ESCURO

CAPÍTULO 01
A MORTE TEM CHEIRO DE PEIXE

AVISO: CONTÉM GORE (CENAS FORTES DE SANGUE)

O sol despontou no majestoso oceano, com seus raios dourados e luminosos tocando as águas azuis dando um brilho precioso como joias de safira bem polidas. As ondas calmas, os cantos das gaivotas, os peixes pulando aqui e ali, os pescadores já em seus barcos esperando pacientemente que esses peixes caíssem em suas redes.

O burburinho da vida começando a se espalhar do oceano para o porto, depois para os bairros pobres, favelas e lugares que só brilhavam a noite, até atingir os cidadãos honestos, as padarias, comerciantes e uma cacofonia de sons emergir na outrora cidade silenciosa.

A igreja Serenidade e Luz também estava agitada para a primeira missa da manhã, os padres e noviços caminhavam energicamente para a preparação ritualística, o seguro cotidiano estava se desenrolando a cada passo que o jovem padre Gabriel dava para ir às torres do sino.

Claro, ele não vai muito alegremente e sim com um ligeiro aborrecimento entre as grossas sobrancelhas escuras, os lábios finos e pálidos estavam em uma linha reta e o temperamento do jovem estava muito longe da que se era esperada da idade dele, uma seriedade e um aspecto austero tomavam conta do bonito padre.

Os sinos não ressoaram no horário correto e ele tinha de ir ver o que estava acontecendo, o responsável pelos sinos da manhã era o Padre Anchieta, que ele e os outros não viram em lugar algum desde a hora do toque de recolher.

As paredes grossas da estrutura eclesiástica protegiam os moradores dos ventos frios do oceano, mas também impediam eles de ouvirem os murmurinhos e gritos do lado de fora.

Lá fora o dia tranquilo e o cotidiano plano, mas animado, foi interrompido por gritos de mulheres e crianças que tremiam vendo o corpo nu do velho Padre Anchieta pendurado por uma longa corrente que estava presa no majestoso sino de cobre na torre do sino da igreja.

Gabriel que abriu a porta da torre do sino se deparou com uma enorme quantidade de sangue que pintou as paredes de pedra deixando aquele brilho vermelho, como luxuriosas cerejas em compota, uma pena que o aroma não era adocicado, mas de ferro pungente com um inevitável odor fétido da morte.

Os olhos assustados de Gabriel focaram nos corpos de dois guardas que vigiavam os corredores para prevenir que os noviços fizessem tolices como fugir para brincar a noite na cidade.

Pobres homens, com membros decepados e faltando… Com sorrisos felizes no rosto, o que dava uma sensação indescritível de irrealidade.

O padre Gabriel piscou algumas vezes, mas o cheiro de sangue parecia bater no rosto dele o trazendo para a realidade terrível.

O cheiro da morte era algo decadente se misturando com o cheiro salgado do oceano e o terrível cheiro de peixe podre.

ÍNDICE ////CAPÍTULO 02



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About Me

Author of the LGBTQIA+ Novel, which she has been publishing for a few years. On Webnovel and Scribble Hub platforms.

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